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Como elaborar um PDI eficaz?

  • Foto do escritor: Thays Cangussu
    Thays Cangussu
  • 13 de abr.
  • 3 min de leitura
Como preencher um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI)
Como preencher um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI)

O plano de desenvolvimento individual (PDI) para o atendimento educacional especializado, amparado na Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996) e no Artigo 8º da Resolução SEEMG Nº 4.256/2020, é um instrumento pelo qual é possível compreender as necessidades educacionais específicas de cada estudante; além disso, contribui para a percepção digna das diferenças e para a eliminação de barreiras no processo de aprendizagem.


Essa ferramenta deve ter como referência a trajetória individual de cada estudante e, quando aplicado adequadamente, contribui para o planejamento do processo de ensino-aprendizagem, de forma a estabelecer estratégias e metas a serem seguidas. São estas que tornarão possível flexibilizar o currículo de acordo com as necessidades específicas do educando e orientar o percurso educacional deste.


Destaca-se que esse processo deve ser monitorado constantemente, tendo como foco o desenvolvimento dos discentes com algum tipo de necessidade educacional específica, decorrente de deficiência ou transtorno.

E, apesar de o PDI ser nomeado e estruturado de forma distinta em cada estado do país, algumas etapas deste documento são essenciais: são elas:


PARTE I: Informações e Avaliação do Estudante – NELE VOCÊ DEVERÁ MENCIONAR:


a) Informações a respeito da identificação do estudante;

b) Dados familiares importantes para contextualizar a situação social e econômica;

c) Índices de participação do discente na família e condições fornecidas pelos familiares para que a aprendizagem aconteça;

d) Condições de organização da escola; como tem enfrentando o desafio da diversidade, condição de acessibilidade física e atitudinal;

e) Trajetória escolar do educando;

f) Análise das áreas cognitiva e motora: raciocínio lógico; seleção e manutenção de foco; níveis de concentração; memória; compreensão da língua oral e escrita ou uso de outros sistemas linguísticos (libras, comunicação alternativa, braile etc.); competências e dificuldades em relação à postura corporal e locomoção; manipulação de objetos; combinação de movimentos; lateralidade; equilíbrio; orientação espaço temporal; e coordenação motora;

g) Potencialidades, habilidades, limitações e dificuldades apresentadas pelo estudante.

Por isso, nesta etapa é essencial que a coordenação da escola, juntamente com o professor regente realize uma reunião com a família do estudante para sanar algumas dúvidas que só eles podem responder. Ao final, o coordenador e o professor, juntos, preenchem os demais dados solicitados pelo documento, como as potencialidades, habilidades, limitações e dificuldades apresentadas pelo estudante e a análise das áreas cognitiva e motora:

 

Parte II – Plano Pedagógico Especializado


Esta etapa do PDI constitui-se no plano de intervenção capaz de promover a aprendizagem do estudante com deficiência, dando a este a oportunidade de desenvolver suas habilidades por meio de um currículo que atenda às suas necessidades educacionais.


Deve ser realizado pelo professor especializado individualmente, com a participação do orientador pedagógico, ou mesmo de outros profissionais da educação e a sua elaboração tem como base os dados da Parte I do PDI.


Pontua-se que nesta etapa temos três partes principais: ações necessárias para satisfazer às necessidades educacionais especiais do educando; organização do AEE e organização da sala de recursos multifuncionais, o que inclui:


a) Produção e uso de recursos, materiais e equipamentos especiais, bem como estratégias e metodologias diferenciadas;

b) Ensino de linguagens e códigos diferenciados e exercícios que ampliam as condições para acessar o currículo e desenvolver-se, como: língua de sinais, braile, treino da visão, treino de orientação e mobilidade, exercícios de atividade motora adaptada e de psicomotricidade, exercício para desenvolver a autonomia, entre outros.

c) Orientação na elaboração de adequações nos instrumentos de avaliação e no acompanhamento dos progressos das aprendizagens; e

d) Acompanhamento do desenvolvimento do estudante e oferecimento da orientação educacional.


Portanto, com todos os dados preenchidos no PDI, será possível mapear as necessidades, habilidades e barreiras do estudante, estabelecendo metas e estratégias pedagógicas personalizadas para garantir aprendizado e desenvolvimento global; auxiliando-o assim em seu ensino e garantindo que o processo de aprendizagem seja mais eficiente, significativo e adaptado às suas necessidades.


Por Thays Cangussu - Postado em 13/04/2026 às 11:25h

 
 
 

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